quinta-feira, novembro 16, 2006
Ao meu grande, único e verdadeiro amor

Nesta lua minguante, minha criatividade acompanhou seu ritmo, não tenho escrito muito e o que arrisco, amasso e deleto. Acho que é assim mesmo.
Relembrando leituras de escritores que viviam deste ofício, vejo Kerouac, Bukowski e Fante entre outros penando por uma linha, um fio condutor que os levassem a bons textos e por muitas horas agonizavam frente a máquina de escrever. Assim, guardando as devidas proporções, me sinto muito mais tranqüila neste parto silábico.
É preciso ter o que dizer e saber como, é necessário intensidade!
Este pema abaixo é do meu pai, impressionante como ele podia oscilar entre a douçura e a acidez. Coisas de poeta.
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que meu amor não seja pra ti pesado fardo
antes borboleta em seu ombro delicado
triste um dia parti e eis-me agora intacto
ficam espinhos enquanto caem flores de cacto
venha entregue a mim, meu jugo é suave
você lembra tudo que me faz sentir saudade
meu coração viu estrelas no céu da sua cidade
olhe-as na minha para ver como sou de verdade
pena que pra tanto amor tão pouca vida
é menos que o meu sentir tudo que eu diga
pudera fora como eras outrora, querida
pluma leve que o tempo leva sem ser ferida
Marcos Prado, Roberto Prado & Thadeu